Ao longo de sua vida e carreira como modelo, Gisele Bündchen seguiu diversos tipos de dietas, incluindo alguns bem inusitados. Embora hoje consuma pouca carne e prefira os vegetais, a brasileira já foi vegetariana e até mesmo tentou o veganismo, mas acabou desistindo da prática após sofrer efeitos negativos em seu corpo.
No livro 'Nutrir: receitas simples para corpo e alma', muito além das receitas que te ensinamos aqui no Purepeople, Gisele também abriu seu coração sobre diversos assuntos de sua vida pessoal. Em um dos trechos, a esposa de Joaquim Valente contou que o veganismo não deu certo em seu caso.
"Nem todo plano alimentar que experimentei funcionou, mas aprendi muito com todos. Fui vegana e/ou vegetariana por alguns anos. Os animais sempre foram uma parte importante da minha vida. Minhas galinhas e meus cachorros, gatos e cavalos são parte da família. Antes de me tornar modelo, cogitei ser veterinária, logo, alinhar essa paixão com a escolha consciente do que consumo (ou não) faz muito sentido para mim", escreveu Gisele.
Segundo a modelo, que hoje impressiona com seu corpo esbelto aos 45 anos, a dieta vegana acabou dificultando seu problema com a anemia. Mesmo comendo alimentos como a lentilha, oleaginosas, sementes e folhas verde-escuras, além da suplementação de ferro, seu quadro não apresentava avanços.
"O problema, no entanto, poderia ser facilmente contornado comendo um pouco de carne vermelha, mesmo que somente algumas vezes por mês", comentou a gaúcha, que ainda enfrentava outro problema: o consumo excessivo de feijão na dieta para bater a quantidade de proteínas necessárias.
De acordo com Gisele Bündchen, isso prejudicava sua digestão: "Ficar com gases e inchada não é legal, claro, e também não é ideal para um trabalho que envolve usar biquínis ou lingerie! O que aprendi com isso é que, embora não pudesse me comprometer em ser vegana ou vegetariana, poderia aplicar alguns dos aprendizados dessas dietas no meu dia a dia", confessou.
Embora a dieta vegana tenha dado errado, Gisele tira bons ensinamentos dela, incluindo receitas e ingredientes que hoje diz serem indispensáveis: "Hoje, penso nas refeições de outra forma. Em vez da combinação convencional de proteína animal, carboidrato e legumes/verduras que domina muitas refeições ocidentais, comecei a pensar em refeições baseadas no último grupo em vez do primeiro", escreveu.
"Apesar de meu corpo não ter reagido bem a dietas veganas e vegetarianas, me tornei mais humilde e mais flexível por causa delas, aprendi a ouvir meu corpo e fazer o que é melhor para ele — mesmo que não seja algo que eu deseje. [...] Comer carne, nesse caso, significa que estou sintonizada às minhas necessidades. Encontrei prazer em traçar meu próprio caminho", encerrou.